Seja muito bem-vindo(a). O mundo precisa de informação, formadores de opinião, precisa dar risada, precisa ser um pouco bobo também. Esse "boBolog" tem essa finalidade, ser variado e interessante. A primeira está sendo seguida à risca... Espero que gostem!
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A alegria de ser pobre... (STANDUP COMEDY)
Pobre que é pobre bate no peito com todo orgulho (se é que com tanta pobreza é possível ter algum) e diz “sou feliz com o pouco que tenho”, tudo bem desde que esse “pouco que tenho” seja suficiente para alimentar os 15 filhos e os cinco cachorros. Nunca, jamais poderá ser chamado de pobre aquele que não tem cachorro. Não tem dinheiro nem pra comprar escova de dente, mas a cachorrada não pode faltar!
“Dinheiro não trás felicidade”, ainda mais se pensarmos que com tão pouco podemos juntar a família da Creuza, da Judia e da Crementina pra fazer aquele churrasquinho de gato, com muita cerveja quente, vinagrete e o alface da feira do Seu Zé (hum, dílicia!).
Pobre sabe que tá no fundo do poço e mesmo assim se enche de dívidas, mas de maneira alguma assume que tá na pior, a casa pode estar quase que caindo, mas a TV de 29 polegadas (há os que têm até de 42 polegadas) não pode faltar pra assistir o Faustão no Domingo.
Por falar em Faustão, é válido lembrar que se tratando de programa de TV, pobre adora assistir o Silvio Santos, e gasta as míseras economias que lhe restam pra comprar a tal da “Tele sena” (isso é o ó do borogodó).
É bom lembrar o tipo de música favorito deles, de preferências as mais animadas pra que no final da “festa” aquela tia de 50 e tantos anos usando shortinho e uma camisetinha que deixa à mostra as gorduronas, comece a dar vexame descendo até o chão. Festa de pobre sem vexame jamais pode ser chamada de festa, e é claro, não podemos esquecer as brigas, essas são a melhor parte e normalmente acaba com uma mulher chorando no final, ou porque o maridão que já passa dos 40 se engraçou com uma novinha de 20 aninhos ou pelo fato de ter caído à ficha da quantidade de dívidas que ela tem pra pagar e acabou descobrindo que o filhão pegou o dinheiro e gastou na Z... , melhor dizendo, gastou com aquelas lindas donzelas que são reconhecidas por prestar serviços à comunidade carente dos homens (deixa o menino se divertir Po).
Vamos às profissões, dificilmente você encontrará por aí um pobre que seja empresário (é óbvio!), o mais comum é vermos os que são pedreiros, faxineiras ou os que pedem emprestado e esquecem de devolver, não que eu tenha preconceito com essas profissões, mas é que durante toda a vida escolar a mãezinha do Bryan(pobre gosta de colocar nome estrangeiro pra parecer chique) pedia pra ele se esforçar, só que toda criança desprovida de condições financeiras por mais “perna-de-pau” que seja sempre sonhará em ser jogador de futebol(no caso dos meninos) ou jogadora de vôlei(no caso das meninas) e acaba tendo que se contentar em viver de bicos.
O pior de tudo é que o pobre ainda tem um consolo que o rico nunca terá, sabe que mais fundo do que já está é impossível de ficar, mas pelo menos tem uma visão positiva das coisas, mostrando que por mais ****** que você esteja tudo tende a melhorar com o aumento do salário mínimo no ano seguinte.
Resumindo, esse breve texto nos faz concluir que é muito bom ser pobre visto dos olhos dos outros. Até que um dia eu gostaria de trocar meu carro importado, e minha casinha de 40 cômodos por um churrasco na laje, mas enquanto esse dia não chega, deixa eu curtir minhas férias aqui na Itália, país que o pobre só conhece graças à novela das 8 na rede Globo.
E LEMBRE-SE QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA... RSRSRS
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